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Congresso PUBLICOM

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01/03/2010 - Confira a entrevista com João José Forni, especialista no assunto
De 12 a 14 de maio será realizado o Publicom – Congresso Sul-Brasileiro de Comunicação no Serviço Público. O evento que será promovido em Joinville, maior cidade de Santa Catarina, é inédito na região sul do país. Além de apresentar um panorama de como a comunicação acontece em empresas e órgãos públicos, o congresso vai mostrar de que forma as ferramentas de Comunicação e Marketing podem contribuir para a eficácia da comunicação com os cidadãos. Tudo isso levando em conta a realidade atual dos meios de comunicação, as novas tecnologias e tendências, como redes sociais e mídias interativas.
O Publicom, realizado pela Criacom e organizado pela GBR Feiras e Eventos, com o apoio do Instituto Superior de Comunicação (ISCOM) e da Prefeitura de Joinville (SC), conta com a participação de profissionais de renome nacional comandando as palestras. Um deles é o brasiliense João José Forni, Mestre em Comunicação e Especialista em Gestão de Crises. Abaixo uma entrevista com ele e uma breve amostra do que terá em sua palestra “Gerenciamento de crise - como agir sob pressão”.
De um modo geral, como avalia a importância da comunicação no serviço público?
A comunicação cada vez mais é um instrumento importantíssimo para viabilizar as políticas públicas, dar visibilidade às ações, democratizar a informação e ajudar o contribuinte a acompanhar o desempenho dos gestores. Os representantes públicos têm obrigação de compartilhar sua atuação. O trabalho na área pública tem que ser transparente e aberto. Para isso, é preciso aprimorar os instrumentos de comunicação.
De que maneira as crises em órgãos públicos afetam a população?
Em princípio, toda a crise no serviço público é relevante para a sociedade. Ou porque afeta o serviço prestado ao contribuinte, ou porque resulta em gastos, paralisações, emperramento da máquina – fatos que representam ônus para o órgão e, por consequência, ao cidadão. Por isso, são necessárias respostas rápidas, transparentes e, de preferência, conclusivas, apontando responsabilidades e prazo para solução. A empresa privada, dependendo do tamanho, pode até restringir a crise ao seu âmbito, só vindo a público quando achar conveniente estrategicamente. No órgão público, não. Todas as crises que possam afetar a vida do cidadão devem se tornar públicas.
Poderia citar alguns desafios que existem na comunicação entre órgãos públicos e população?
Um país continental como o Brasil, com uma diversidade regional e cultural muito grande, exige dos órgãos públicos uma comunicação que possa chegar e ser efetiva com todos os públicos, o que é um grande desafio. Não é importante apenas o meio como essa comunicação chega, mas a forma. Não adianta restringir à internet uma ação de comunicação pública, quando sabemos que grande parte do Brasil não tem facilidade de contato com a web. O grande desafio é descobrir mecanismos que facilitem o acesso da população mais remota deste país à comunicação. Outro desafio é ser transparente em todos os atos praticados, principalmente aqueles que implicam recursos públicos.
Qual o papel da mídia neste sentido?
A mídia tem um papel fundamental. Ela funciona como fiscal dos governantes. Com todos os seus defeitos, é a mídia que, nos momentos mais difíceis e complicados de regimes e governos, dá voz aos oprimidos. Mal ou bem, ela funciona como o termômetro da sociedade. Por isso, a relação com a mídia, para que se efetivem as ações de comunicação nos órgãos públicos, não é só aconselhável, mas decisiva, imprescindível.
Inscrições, programação completa e o perfil de todos os palestrantes confirmados no site www.congressopublicom.com.br
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